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segunda-feira, setembro 27, 2021

Sacerdote chinês: “Não há um resultado positivo no acordo com o Vaticano”

Continua a preocupação sobre o destino do bispo de Xinxiang, preso pelas autoridades comunistas em maio passado.

Redação (05/08/2021 16:01, Gaudium Press) À medida que cresce a preocupação com a situação do Bispo de Xinxiang, Mons. Joseph Zhang Weizhu, continuam a surgir informações sobre a perseguição que mantém o governo contra os católicos que se negam a se submeter à ditadura comunista.

Mons. Joseph Zhang Weizhu e 10 sacerdotes foram feitos prisioneiros entre 20 e 21 de maio, e depois transferidos para um local de confinamento solitário e submetidos a “sessões políticas”, segundo registrou Asia News na época.

Mons. Joseph Zhang Weizhu, 63 anos, é bispo da diocese de Xinxiang (Henan) desde 1991, mas não é reconhecido pelo governo chinês. Outros sacerdotes também se recusam a aderir ao Partido Comunista Chinês, conforme é exigido pelo novo regulamento de assuntos religiosos da China. Estes sacerdotes e alguns seminaristas detidos já foram liberados.

A operação policial para prender o bispo e os sacerdotes incluiu 100 oficiais em Cangzhou, Hejian e Shaheqiao. Além disso, foram presos também 10 estudantes de teologia que estavam tendo aulas em uma fábrica montada por um católico.

Zhang já havia conhecido centros de detenção comunistas no passado, dos quais ele entrou e saiu várias vezes. Ele foi proibido de supervisionar as finanças e os recursos de sua diocese. Em 2010, o governo obrigou o bispo a aceitar um administrador estadual para supervisionar a diocese e informar às autoridades estaduais. Escolas católicas e creches da diocese de Xinxiang foram fechadas no ano passado.

Um sacerdote anônimo fala

Obrigados a se inscreverem em registros comunistas, numerosos religiosos fizeram uso da objeção de consciência. De acordo com um relatório da revista Bitter Winter (especializada em liberdade religiosa e direitos humanos), um sacerdote chinês anônimo disse que essa objeção se tornou um grande fenômeno, e que “não estamos vendo um resultado positivo do acordo com o Vaticano”.

“Rezamos pelo Papa todos os dias, mas acreditamos que ele recebeu informações falsas sobre a China. Não vamos nos unir à Igreja Patriótica”, declarou o padre.

A detenção de Mons. Zhang já suscitou apreensão e Mons. Eric de Moulins-Beaufort, presidente da Conferência Episcopal Francesa, em junho passado, expressou sua “profunda preocupação” com a prisão do bispo chinês. Até o momento não houve manifestações análogas por parte do Vaticano.

Com informações Infocatolica.

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