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sexta-feira, dezembro 3, 2021

The Pillar: análise da prática religiosa nos EUA

Foi publicado esta semana um relatório pela The Pillar Survey on Religious Attitudes and Practices.

Redação (09/11/2021 16:56, Gaudium Press) A análise que saiu ontem, na jovem e já reconhecida mídia católica americana The Pillar, sobre a situação da religião nos Estados Unidos traz fatos interessantes e importantes.

Trata-se da The Pillar Survey on Religious Attitudes and Practices (Pesquisa sobre Atitudes e Práticas Religiosas), apresentada ao público esta semana.

Em primeiro lugar os dados gerais: os católicos nos EUA representam 24% da população; ‘Protestantes’, 19%; ‘Outros cristãos’, ou seja, que não são classificados como protestantes, 26%; sem religião em particular, 14%; Ateus, 4%; Agnósticos, 3%; Judeus, 3%; Muçulmanos, 2%; Budistas, menos de 1%, e de outras denominações religiosas, 5%.

Novamente, mostra-se que a maior denominação religiosa nos EUA é a católica. E no total, 70% dos americanos são filiados a um dos ramos do cristianismo.

Aqueles que responderam não se identificar com nenhuma religião em particular (nones) não são ateus. Destes, 52% afirmam acreditar na existência de Deus e 34% afirmam orar pelo menos uma vez por semana. Também é importante ver a origem de muitos desses “nones”: 41% deles vieram de famílias que tinham uma tradição religiosa definida, sendo que 14% cresceram como católicos; 15%, como cristãos e 6%, como protestantes.

A religiosidade é mutável nos EUA

Em contraste com os “nones”, existem os “born again”, ou seja, aqueles que redescobriram a religião na idade adulta e que consideram a fé como algo muito importante em suas vidas.

A pesquisa do The Pillar relata que um total de 26% dos americanos são “born again”. Mas estes são maioria na geração nascida nos anos 60, e são apenas 19% entre os nascidos depois do ano 2000.

Já se percebe que a mobilidade religiosa é comum nos Estados Unidos.

Este dado é confirmado com o detalhe de quantos saem e quantos ingressam nas diversas denominações religiosas. Importa para os católicos que uma grande porcentagem dos entrevistados (28%) deixou a Igreja dizendo que foi católico em algum momento, e apenas 7% disseram que se tornaram católicos vindos de outra religião. Isso é diferente dos chamados cristãos: embora 29% fossem cristãos e não são mais, 36% dos que agora se dizem cristãos não o eram.

Ainda segundo a pesquisa do The Pillar, 32% dos americanos foram criados como católicos, mas hoje apenas 24% afirmam isso. Problemas de catequese e evangelização entre os católicos? Provavelmente.

As crenças

Os dados do The Pillar sobre o que os americanos creem também são reveladores:

72% dos entrevistados acreditam na existência de Deus.

54% acreditam que “Deus ama todos os seres humanos”.

46% concordam que “Deus ouve/responde minhas orações.” Inclusive 19% daqueles que descreveram sua afiliação religiosa como “nada em particular” e 8% dos agnósticos acreditam que suas orações foram ouvidas.

49% concordaram que “Deus é o criador do universo”, embora apenas 13% o tenham interpretado em termos do que muitas vezes é chamado de “criacionismo da terra jovem”, segundo a afirmação “Deus criou o universo há menos de um milhão de anos”.

Pouco mais da metade dos entrevistados disse que “Jesus sofreu e morreu para redimir nossos pecados”. Mais de um terço dos americanos concordou que “Jesus ressuscitou fisicamente dentre os mortos”, enquanto que 31% disseram que “Jesus é Deus”.

As declarações frequentemente associadas a uma interpretação mais secular de Jesus encontraram índices muito baixos de concordância. Apenas 11% dos entrevistados disseram que “Jesus às vezes pecava como todo mundo”; 7%, que a ressurreição de Jesus é metafórica, enquanto 6% declararam que Jesus é uma fábula ou um mito ao invés de uma figura histórica.

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