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Um divino apelo à conversão

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Ao analisar o estado de coisas em que se encontra o mundo hodierno, não é de se surpreender que alguém formule a seguinte pergunta: “O que vem a significar tudo isso? Estes acontecimentos são um aviso de Deus?”

Redação (20/03/2022 08:24, Gaudium Press) A liturgia deste terceiro domingo da Quaresma pode bem ser resumida pelo refrão do salmo responsorial:

“O Senhor é bondoso e compassivo” (Sl 102, [103]).

O salmista proclama entusiasmadamente a bondade, o perdão e a predileção divina em relação ao seu povo. Ele recorda como o Senhor perdoa toda culpa e cura toda enfermidade, nos salva da sepultura e nos cerca de carinho e compaixão. (Cf. Sl 102) De fato, quem poderá medir o amor que Deus nos demonstra?

Entretanto, às vezes, Ele é “obrigado” – como bom Pai – a recorrer à punição para evitar que os seus filhos desviem do reto caminho ou que, tendo se extraviado, possam retornar a Ele. Pois se Ele não corrigisse os nossos defeitos, será que poderíamos afirmar que Ele nos ama realmente?

Convertei- vos!

É justamente esse aspecto que o evangelho de hoje nos admoesta: “convertei-vos”. Nosso Senhor, em toda a sua vida pública, percorria cidades e povoados pregando a Boa Nova e operando toda espécie de milagres e portentos. Toda essa ação do Redentor era um instrumento para tornar patente aos homens a necessidade de se converterem, pois diz Jesus: o Reino de Deus está perto. (Cf. Mt 4,17)

No trecho de São Lucas, escolhido para este domingo, Nosso Salvador aproveita a ocorrência de dois fatos catastróficos – o assassinato de alguns galileus por ordem de Pilatos e a queda da torre de Siloé, ocasionando a morte de dezoito pessoas – para sublinhar o seu apelo à conversão.

As pessoas que trouxeram tais notícias a Jesus estavam, sem dúvida, muito perturbadas e desconcertadas por causa destas desgraças. Entretanto, faltava-lhes a compreensão de que esses desastres aconteceram a fim de lhes servirem de exemplo, pois “se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. (Lc 13,3)

Portanto, vemos aqui o modo de Nosso Senhor agir em relação a nós: Ele está sempre procurando entrar em relação conosco, convidando-nos a nos orientarmos a Ele. Muitas vezes, Ele aproveita de fatos como este, a fim de nos dispensar graças de conversão. E há ocasiões em que durante anos e mais anos Ele vai nos admoestando com avisos, à espera de nosso arrependimento.

Um apelo a TODOS

Qual deve ser a nossa atitude em relação a tais advertências? Nós precisamos tomá-las muito a sério e compreendê-las como uma missiva amorosa vinda do Céu, convidando-nos à conversão.

Com efeito, quando Nossa Senhora apareceu em Fátima em 1917, Ela anunciou a vinda de um grande castigo, caso o mundo não escutasse a sua voz. A quantos passos estamos destes acontecimentos? Basta olharmos para o abismo de maldade e ateísmo em que se encontra o mundo de hoje para obtermos a resposta.

Não serão as calamidades que presenciamos uma consequência da surdez humana diante do apelo da Rainha dos Céus?

Por Jerome Sequeira Vaz

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