201. DOIS PONTOS DE APOIO: ESCRITURA E TRADIÇÃO.

Deus ensinou aos homens a verdade religiosa por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio completar, de maneira maravilhosa, as revelações divinas feitas por intermédio dos Profetas no Antigo Testamento: Deus, tendo falado muitas vêzes e de muitos modos noutro tempo a nossos pais pelos Profetas, últimamente nestes dias nos falou pelo Filho, ao qual constituiu herdeiro de tudo, por quem fêz também os séculos (Hb 1, 1 e 2).

Essa doutrina verdadeira emanada de Deus, Éle quer que chegue ao conhecimento de todos: Deus quer que todos os homens se salvem e que CHEGUEM A TER O CONHECIMENTO DA VERDADE (1Tm 2, 4).

Como é que todos os homens podem ser devidamente instruídos nas verdades reveladas por Deus? Para isto Cristo instituiu a sua Igreja encarregada de ensinar a todos os povos e vela sempre para que ela não se deixe corromper pelo êrro, na sua luta contínua contra as heresias, ficando sempre de pé a divina promessa de que as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18); porque a Igreja tem que ser sempre a coluna e firmamento da verdade (1Tm 3, 15).

Em que se firma a Igreja para sustentar a doutrina que nos apresenta? Não há dúvida que um de seus pontos de apoio é a Bíblia Sagrada, escrita sob a inspiração do Espírito Santo, de modo que tudo o que a mesma ensina é a palavra de Deus a nós revelada.

Mas a Bíblia é um livro de muito difícil interpretação, muito sujeito a ser torcido e adulterado por aquêles que ensinam doutrinas falsas, procurando coonestá-las com a palavra de Deus.

Mesmo antes do Protestantismo, tão fértil em extravagâncias em matéria doutrinária, como adiante veremos, mesmo desde os princípios do Cristianismo têm aparecido teorias tão esquisitas que nos deixam boquiabertos e que se baseavam em má interpretação da Bíblia. Santo Agostinho refuta os maniqueus que das palavras de Cristo: Eu sou a luz do mundo (Jo 8, 12), deduziam ser Cristo êste sol material que nós vemos no espaço e que nos aquece e dá vida às plantas!.
O mesmo Santo Agostinho nos fala de uns hereges chamados Hermianos e Seleucianos, os quais afirmavam que se deve batizar com fogo e não com água, baseados na falsa interpretação das palavras de São João Batista, com relação a Cristo: Eu na verdade vos batizo em água… Ele vos batizará no Espírito Santo e EM FOGO (Mt 3, 11), texto êste de que se servem os protestantes da seita dos Quacres, para, desprezando outras passagens da Bíblia, afirmarem que o batismo de água não é necessário nem obrigatório.

Juliano, o Apóstata, abusa da parábola do ecônomo infiel (Lc 16, 1 a 9), que, aliás, é de sutil interpretação, para acusar Impiamente a Cristo de estar ensinando a trampolinagem e desonestidade nos negócios, quando o intuito do Divino Mestre é exortar aos filhos da luz a que usem de tanto ardor e atividade na prática da virtude como usam os filhos das trevas em defesa de seus interêsses e na prática do mal.

Em todos os tempos, os hereges se têm procurado apoiar nas Escrituras

https://imitasaodecristo.blogspot.com/2019/03/ii-capitulo-decimo-cristo-enviou-os.html

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